
Ele acordou cedo. Os olhos cansados de dormir, imploravam por viver. Levantou-se. Tomou o pequeno-almoço e saiu para respirar os primeiros raios de sol da manha. Decidiu passear pelo parque central da cidade e para sua companhia, escolheu o seu livro preferido. Aquele que já tinha lido vezes e vezes sem conta e que sempre que relia, voltava a sentir exactamente o mesmo: a intensidade a encher-lhe o peito, o brilho a conquistar-lhe o olhar, o amor a penetrar-lhe na alma. Tinha sido o único livro a produzir tal efeito no seu coração, tinha sido o único livro capaz de amolecer aquela pedra inflexível que tinha no peito. Pegou na capa, gasta pelo tempo e pelo sentimento, trancou o coração no cesto da bicicleta e pedalou até ao parque, o seu refúgio paradisíaco. No bolso, levava a esperança de vê-la.
2 comentários:
gostei muito :)
gostei do texto, e da música :)
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