
Conseguir a imperfeição. O ser humano ternamente feito dos seus podres.
Eu não tenho lábios senão pelo direito ao erro.
Acusado por tudo, não ser mais que um pequenino nada. Ou quase nada, que se acaricia na mão esquerda, se põe no bolso e se esquece, antes de adormecer.
Quando o dia nasce, mesmo tosco, atinjo o amor. São segundos, que em tempos o amor
durava séculos. Tudo se condensou: uma gota agradeço ao Universo.
Vidro. Estarei transparente?
Tudo se diferencia a partir da fileira, que não desemboca em caminho nem vai dar à estrada. A estrada é o contrário da lucidez. Eu respiro, tu expiras, eu renasço.
Não há círculo que valha: só o desejo de os quebrar. Chegar ao ponto-polígono, conquistar arestas, aprender as graduações da penumbra e o poder vulnerável da luz.
Hoje é o dia em que amanhã se voa. O chão oscila, onda ritmada de uma cascata de silêncios.
3 comentários:
Acho que sou uma pêra :D
Acho que muitas vezes vivo pata ouvir palavras como as tuas. Quando escrevo é para me sentir mais livre, mais solta, porque as palavras eu não as consigo guardar apenas para mim. Então escrevo e fico na esperança de que as minhas palavras voem e não sejam só minhas, que alguém chegue e as agarre também para si. Porque aqui, somos todos uma família.
Obrigada, do fundo do coração :)
Tenho tanto, tanto medo de decidir de forma errada, de fazer um gesto errado :x
O tempo consome-nos de tal forma que chegamo-nos a perder dentro dele.
Este texto estava "no ponto"!
Beijinho, diamante*
Enviar um comentário