terça-feira, 25 de janeiro de 2011

C.

A distância ainda me faz confusão. Ainda não me habituei a ver-te ao longe, como se de uma conhecida se tratasse, como se estes quatro anos nunca tivessem acontecido. Ainda te sinto em mim, de uma maneira muito própria. A decisão que tomámos é a melhor para ambas, eu sei, mas o meu coração ainda não se habituou a ver o teu sorriso no olhar ao longe, a ouvir-te ainda mais longe, como se tudo acontecesse numa realidade paralela. Acho que ainda não me habituei a sentir-te mais na mente e menos no coração. A frieza e indiferença que vem de ti, apenas para mim, magoa-me. Sei que não o fazes por estares zangada comigo que é a tua forma de lidares com as coisas, ainda não me habituei a ver-te apenas como mais uma que passamos na rua e sabemos que um dia já fez parte da nossa vida. Ainda não, vai levar o seu tempo a desabituar-me da ligação que tinha contigo, que só desta forma consegui ver que era muito forte e talvez acho exagerado da minha parte. Sempre te dei demasiada importância comparativamente a todos os outros meus amigos e nunca entendi muito bem porquê. Sempre foste mais tu que eu própria. Hoje, embora essa postura estivesse diferente, não fazia mais sentido. As linhas não se tocam, jamais. Essa lição, pelo menos, ficou aprendida. Os caminhos afastaram-se por algum motivo. Acredito que fui por um que reserva muitas coisas boas às duas, seguindo cada uma a sua vida. E assim será...

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