Nasceu Abril, o meu mês favorito. O mês que fica mesmo a meio do ano, o mês em que supostamente, o tempo fica mais bonito, as flores nascem, as árvores começam a dar frutos e a tristeza da chuva e do frio desaparece do coração das pessoas. Em Abril fico mais feliz. O sol ilumina os meus dias e dessa forma, o meu coração fica mais quente. Sinto-me mais contente, como uma criança pequena que parte à descoberta do seu mundo interior. Apetece-me rir de Abril, apetece-me rir de mim própria e das minhas dúvidas ridículas e do meu pensamento exagerado. Apetece-me sorrir por ter comigo as verdadeiras amizades, aquelas com que sei que posso mesmo contar, aquelas que caminham de mãos dadas comigo, a par da tristeza e da alegria, encorajando-me a ser eu própria, a (re)nascer, como as flores de Abril.
O mês ainda agora chegou e já me trouxe tanta energia, tanta esperança, tanta paz e tranquilidade ao meu espírito. A força interior que sempre escondi de mim própria grita-me que não posso continuar a esconder-me do presente e muito menos a viver no e do passado. O que passou foi bom, tive momentos muito intensos, recheado de uma beleza que só o meu coração conseguiria responder mas também aprendi muitas lições. Lições de vida, podemos chamar-lhes assim. O passado, o presente e o futuro devem ter o seu espaço bem definido e delimitado, para que as vivências não se misturem e confundam toda a essência que nos habita.
Neste momento, pretendo deixar o passado exactamente onde ele deve estar, atrás das costas, guardando as aprendizagens e os momentos no seu lugar. É necessário viver o presente, o hoje, o agora, o instante mágico que podemos perder por andar com os olhos tapados e cheios de passado. Quando o passado nos tapa os olhos, obstruir-nos também todos os outros sentidos e ficamos mais pobres de sentir. Se ficamos cegos de passado podemos não conseguir prestar atenção aos sinais que a vida nos mostra e a todas as “recompensas” que nos surgem no caminho, por mais uma lição aprendida, por mais um ensinamento integrado. Podemos deixar de conhecer alguém ou de viver momentos inesquecíveis apenas porque andamos com os olhos tapados e o coração fechado ao mundo. Não é justo. Não é correcto. Não aceito. Não concordo. Nascemos para ser livremente felizes. E o nosso caminho deve ser percorrido exactamente com esse objectivo, ser feliz. Agora, é altura de construir o meu caminho e lutar pela minha felicidade, acima de todas as coisas…
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Abril
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2 comentários:
Olá... antes de mais, obrigado por seguires o meu espaço e pelo comentário geral.
Estive aqui a ver o teu blogue e também gostei, e claro também vou seguir.
boa pascoa,
beijinhos
claro que sim ;) eu agora passo muito tempo aqui.
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