
Era de manha e as crianças brincavam no parque com os seus brinquedos e familiares, agitando o mundo que as envolvia. Porém, duas crianças destacavam-se da multidão. Um menino pequeno, de olhos tímidos e sorriso inocente vagueava pelo parque com um balão na mão. Do outro lado do jardim, uma menina de olhos tristes de acreditar caminhava sozinha, na esperança que o sol dessa manhã lhe trouxesse alegria e esperança para conseguir sobreviver mais um dia com a tristeza que habitava seu coração. A menina do sorriso nostálgico, passo a passo, aproximou-se das outras crianças e ficou a vê-las brincar, a serem crianças, de verdade. Nessa altura, inesperadamente, o sol apareceu por entre as nuvens e iluminou todo o jardim.
O menino dos olhos tímidos aproximou-se da menina dos olhos tristes e, sem dizer uma palavra, apenas com um sorriso no olhar, entregou-lhe o balão. Ela aceitou e esboçou um sorriso de ternura. No silêncio de um olhar, convidou-o para brincar com ela e com o balão. Ele aceitou, deu-lhe a mão e deixou nela a sua marca, pequena, como o sopro que enche um pequeno balão de vida. Depois desse dia, a menina caminha todos os dias com a marca do balão no peito e desenha nela um sorriso de ternura ao lembrar-se do menino dos olhos tímidos e sorriso no olhar.
1 comentário:
já te tinha dito que as tuas palavras são magicas.
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